Ela – Conheço-a desde os 9 anos. Vivíamos no mesmo prédio, andámos juntas num colégio, éramos colegas de carteira e odiávamo-nos, chegávamos ao cúmulo de dividir a carteira ao milímetro e ai de alguma coisa da outra que ultrapassasse o limite.
Causa do ódio: Ciúmes (a irmã dela gostava muito de mim).
Ele – Conheço-o desde os 12 anos. A mãe dele foi minha professora e apresentou-nos, fomos colegas de escola, voltei a dar-me mais com ele no 9º ano por causa dela.
Sempre fomos muito amigos os três, tanto eu com ela, como eu com ele, como eu com ambos e andávamos muitas vezes juntos.
Os problemas começaram no final do nosso 12º ano quando a meio de um exame de matemática, em que fui fazer melhoria do meu 18 (vai12a J), para o ajudar a subir a nota dele, me escreve um bilhete a dizer que se apaixonou por mim e que já não gosta dela. Ia caindo para o lado mas nunca deixei que e soubesse disto. Expliquei-lhe que ela era a minha melhor amiga, que eu gostava muito dele mas como amigo, e que se assim quisesse continuar, a “coisa” tinha de ficar assim mesmo.
Entrámos para a faculdade e a coisa acalmou, pelo menos foi o que eu pensei. Passado mais ou menos um mês, num fim-de-semana, encontro-a num pranto que não lembra a ninguém (nunca compreendi como se pode chorar tanto por um homem quando os há aí aos pontapés) a dizer que ele tinha acabado com ela e que a vida dela tinha acabado e que nunca mais ia ser feliz e que blá blá blá, tentei-a consolar dizendo que aquilo logo se resolvia, para eles conversarem que com toda a certeza as coisas voltariam ao normal.
A coisa complicou-se quando na semana a seguir recebi uma carta dele (dos Açores, onde estava a estudar) a dizer que tinha acabado com ela porque não aguentava mais, que estava perdidamente apaixonado por mim e que quando estava com ela imaginava que estava comigo, para eu acabar com o meu namorado que não me merecia (nisso ele tinha razão) e para ficar com ele, essas coisas que nos enchem o ego mas que nestas alturas só servem para nos complicar a vida. Conversámos os dois e ficámo-nos pela amizade, foi o mais acertado.
Algum tempo mais tarde e não sei como, ela descobriu que ele me tinha escrito aquelas cartas e que eu tinha sido a razão para ela ter ficado sem o “amor da vida dela”. Esteve quase dois anos sem me falar.
Causa do ódio: Ciúmes (o namorado dela gostava muito de mim)
Não fosse eu ir ter com ela e contar-lhe como as coisas se tinham verdadeiramente passado e mostrado as ditas cartas ainda hoje não nos falaríamos e tínhamos perdido a amizade que ainda hoje mantemos. Agora digam lá que isto não dava para fazer um filme.
Causa do ódio: Ciúmes (a irmã dela gostava muito de mim).
Ele – Conheço-o desde os 12 anos. A mãe dele foi minha professora e apresentou-nos, fomos colegas de escola, voltei a dar-me mais com ele no 9º ano por causa dela.
Sempre fomos muito amigos os três, tanto eu com ela, como eu com ele, como eu com ambos e andávamos muitas vezes juntos.
Os problemas começaram no final do nosso 12º ano quando a meio de um exame de matemática, em que fui fazer melhoria do meu 18 (vai12a J), para o ajudar a subir a nota dele, me escreve um bilhete a dizer que se apaixonou por mim e que já não gosta dela. Ia caindo para o lado mas nunca deixei que e soubesse disto. Expliquei-lhe que ela era a minha melhor amiga, que eu gostava muito dele mas como amigo, e que se assim quisesse continuar, a “coisa” tinha de ficar assim mesmo.
Entrámos para a faculdade e a coisa acalmou, pelo menos foi o que eu pensei. Passado mais ou menos um mês, num fim-de-semana, encontro-a num pranto que não lembra a ninguém (nunca compreendi como se pode chorar tanto por um homem quando os há aí aos pontapés) a dizer que ele tinha acabado com ela e que a vida dela tinha acabado e que nunca mais ia ser feliz e que blá blá blá, tentei-a consolar dizendo que aquilo logo se resolvia, para eles conversarem que com toda a certeza as coisas voltariam ao normal.
A coisa complicou-se quando na semana a seguir recebi uma carta dele (dos Açores, onde estava a estudar) a dizer que tinha acabado com ela porque não aguentava mais, que estava perdidamente apaixonado por mim e que quando estava com ela imaginava que estava comigo, para eu acabar com o meu namorado que não me merecia (nisso ele tinha razão) e para ficar com ele, essas coisas que nos enchem o ego mas que nestas alturas só servem para nos complicar a vida. Conversámos os dois e ficámo-nos pela amizade, foi o mais acertado.
Algum tempo mais tarde e não sei como, ela descobriu que ele me tinha escrito aquelas cartas e que eu tinha sido a razão para ela ter ficado sem o “amor da vida dela”. Esteve quase dois anos sem me falar.
Causa do ódio: Ciúmes (o namorado dela gostava muito de mim)
Não fosse eu ir ter com ela e contar-lhe como as coisas se tinham verdadeiramente passado e mostrado as ditas cartas ainda hoje não nos falaríamos e tínhamos perdido a amizade que ainda hoje mantemos. Agora digam lá que isto não dava para fazer um filme.

1 comentário:
Pois é, "Meggy", todos temos histórias dessas, não é? O ser humano é um ser esquisitom, e as paixões impossíveis de ser geridas. Pelo menos para alguns (afasto-me assobiando para o ar)
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